Além da idolatria, há uma outra coisa em nosso país, que muito me faz sofrer. É o comércio da fé. A orientação do Senhor Jesus Cristo para os seus discípulos é muito clara: “Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos expeli demônios; de graça recebestes, de graça dai. Não levem no cinto moedas de ouro, prata ou mesmo de cobre.” (Mt.10:8 ARA- e 9, NVT). É uma instrução que diz respeito à generosidade do reino de Deus. Mas, no entanto, o que vemos são muitos impostores, obreiros fraudulentos se destacando entre os ricos deste mundo, às custas da boa-fé dos desavisados.
O texto destaca que quem confia em Deus é feliz, mas isso não significa ausência de dores, pois lemos que uma das bestas do Apocalipse, recebeu permissão para fazer guerra contra o povo santo (Ap.13:7). O “pare de sofrer” dos pregoeiros da prosperidade é uma falácia, um dito enganoso. Não há quem passe por este mundo sem experimentar algumas doses de sofrimentos, lutas e provações, e o crente não é exceção. Crente também passa por situações que o levam a se desesperar “até da própria vida” (2 Co.1:8). O apóstolo Paulo disse a Timóteo: “Tu, porém, tens seguido, de perto, (…) as minhas perseguições e os meus sofrimentos (…), que variadas perseguições tenho suportado! De todas, entretanto, me livrou o Senhor” (2 Tm.3:10-11). Deus Se compadece do seu povo. E quando o Senhor dos Exércitos é Quem determina a bênção, não há quem possa invalidá-la, ninguém pode mudar os planos de Deus.
Uma das mais majestosas advertências de Cristo sobre os últimos tempos diz respeito aos falsos profetas (Mt.24:24). Não somos nem estamos aliançados com a miséria, mas Jesus não fez promessas de enriquecimento aos seus servos. Durante um período seco em Israel, o profeta Elias não foi enviado à casa de algum fazendeiro rico para o sustentar, foi enviado à casa de uma viúva pobre que o sustentou (1 Rs.17:8-16). Quando Pedro e João curaram o aleijado na porta do tempo, o milagre foi precedido pelas seguintes palavras: “Não possuo nem prata em ouro, mas o que tenho, isso te dou”, e o aleijado foi plenamente restaurado (At.3:1-10). Lemos que quando o apóstolo Pedro foi abordado sobre se Jesus pagava o imposto do templo e comunicou tal fato a Jesus, o Mestre lhe disse: “Não queremos causar escândalos. Vá ao mar e lance o anzol. Na boca do primeiro peixe que você pegar, haverá uma moeda com valor suficiente para o meu e o seu imposto (Mt.17:24-27). Para pagar um imposto de baixo valor, Pedro necessitou de um milagre do Deus onisciente. É evidente que os primeiros discípulos não andavam de bolso cheio. Como já disse antes, ser crente não significa ter aliança com a miséria, e muitos crentes verdadeiros do passado foram pessoas abastadas e entre os de hoje encontramos muitos ricos. Mas esta não é a realidade da grande maioria. BRASIL, BRASIL, BRASIL! Cuidado com os impostores Brasil! (Ap.2:22).
Com amor pastor Loures.